O paradoxo do limite e da potencialidade da mente frente a Deus: pequena reflexão a partir de Nicolau de Cusa

  • Klédson Tiago Alves de Souza
  • Maria Simone Marinho Nogueira
Palabras clave: Deus, Conhecimento, Verdade, Finito, Infinito

Resumen

O presente artigo tem por objetivo expor o debate acerca do dinamismo da busca pela verdade absoluta (Deus) a partir da filosofia de Nicolau de Cusa (1401-1464). Mais que pensar sobre a existência ou não de Deus, tema recorrente e central na Filosofia da Idade Média, o filósofo alemão encontrava-se preocupado com a possibilidade do seu conhecimento. Portanto, nesse texto, nosso esforço é explicitar as nuances e o dinamismo presente no pensamento de Nicolau a partir do pressuposto da nulla proportio entre a mente humana que é finita e a verdade absoluta que é infinita.

Descargas

La descarga de datos todavía no está disponible.

Citas

Nicolai de Cusa (1932 ss.). Nicolai de Cusa Opera Omnia. Eds. Hoffmann, E., Bormann, K., Klibansky, R., & der Wissenschaften, H. A. Leipzig - Hamburgo: Felix Meiner.

Nicolas de Cues (1915). Correspondance de Nicolas de Cues avec Gaspar Aindorffer et Bernard de Waging (1451?-1456). Ed. Vansteerberghe, E., Autour de la docte ignorance. Une controverse sur la théologie mystique au XV siècle. Münster: Aschendorff.

Nikolaus von Kues (1979). Philosophisch-theologische Werke Buch I. Ed. Wilpert, P. Hamburgo: Felix Meiner.

Aristóteles (2002). Metafísica. Trad. Reale, G. São Paulo: Edições Loyola.

Nicolau de Cusa (2018). A douta ignorância. Trad. André, J. M. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.

Nicolau de Cusa (2012). A visão de Deus. Trad. André, J. M. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.

Nicolau de Cusa (2002). A paz da fé seguida da Carta a João de Segóvia. Trad. André, J. M. Coimbra: Minerva Coimbra.

Nicolau de Cusa (2012). O não-outro/De non aliud. Ed. bilíngue. Trad. André, J. M. Porto: Edições Afrontamento.

Platão (2001). Teeteto. Crátilo. Trad. Nunes, C. A. Belém: EDUFPA.

Bibliografia complementaria

Álvarez Gómez, M. (2004). Pensamiento del ser y espera de Dios. Salamanca: Sígueme.

Álvarez Gómez, M. (2010). “Nicolás de Cusa: perfil de un pensamiento innovador”, Anales de la Real Academia de Ciencias Morales y Políticas 62.87, 417-434.

André, J. M. (1993). “O problema da linguagem no pensamento filosófico-teológico de Nicolau de Cusa”, Revista Filosófica de Coimbra 4.2, 369-402.

André, J. M. (1997). Sentido, simbolismo e interpretação no discurso filosófico de Nicolau de Cusa. Coimbra: Fundação Calouste Gulbenkian.

André, J. M. (2000). “Pluralidade de crenças e diferença de culturas: dos fundamentos filosóficos do ecumenismo de Nicolau de Cusa aos princípios actuais de uma educação intercultural”, Borges, A., Pita, A. P. e André, J. M. (eds.). Ars interpretandi. Diálogo e tempo. Homenagem a Miguel Baptista Pereira. Porto: Fundação Eng. António de Almeida, 451-500.

André, J. M. (2006). Nikolaus von Kues und die Kraft des Wortes. Trier: Paulinus.

André, J. M. (2007). “Tolerância, diálogo intercultural e globalização: a actualidade de Nicolau de Cusa”, Scintilla. Revista de Filosofia e Mística 4.1, 41-64.

André, J. M. (2010). “Nicolás de Cusa y los nombres divinos: de una hermenêutica de la finitud a una metafísica de lo posible”, Machetta, J. M. y D’Amico, C. (eds.) Nicolás de Cusa: identidad y alteridad. Pensamiento y diálogo. Buenos Aires: Biblos, 15-41.

André, J. M. (2012). Introdução. Em: Nicolau de Cusa. A visão de Deus. Trad. e intr. André, J. M.; pref. Pereira, M. B. 4ª Edição Revista. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.

André, J. M. (2012). Multiculturalidade, identidades e mestiçagem: o diálogo intercultural nas ideias, na política, nas artes e na religião. Coimbra: Palimage.

André, J. M. (2018). Introdução. Em: Nicolau de Cusa. A douta ignorância. Trad. e intr. André, J. M.; pref. Pereira, M. B. 4ª Edição Revista. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.

André, J. M. (2019). Douta ignorância, linguagem e diálogo: o poder e os limites da palavra em Nicolau de Cusa. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra.

Brasa Díez, M. (1989). “Los pilares del De docta ignorantia de Nicolás de Cusa”, Revistas Científicas Complutenses. Anales del Seminário de Historia de la Filosofia 7, 129-147.

Casarella, P. (1992). Nicholas of Cusa’s Theology of Word. Yale University.

Casarella, P. (2017). Word as Bread. Language and Theology in Nicholas of Cusa. Münster: Aschendorff.

Cassirer, E. (2001). Indivíduo e Cosmos na Filosofia do Renascimento. Azenha Jr., J. e Viaro, M. E. (trads.). São Paulo: Martins Fontes.

Colomer, E. (1964). “Nicolau de Cusa (1401-1464). Um pensador na fronteira de dois mundos”, Revista Portuguesa de Filosofia 20, 387-405.

D’Amico, C. (2005). “Ignorancia y conjetura en la propuesta de concordancia de Nicolás de Cusa”. D’Amico, C. y Machetta, J. M. (eds.). El problema del conocimiento en Nicolás de Cusa: genealogía y proyección. Buenos Aires: Biblos, 267-279.

D’Amico, C. (2014). “Nicolás de Cusa en diálogo con sus fuentes: la re-definición del platonismo”, Mirabilia 19.2, 79-103.

Führer, M. L. (1980). “Purgation, Illumination and Perfection in Nicholas of Cusa”, The Downside Review 89, 169-189.

González Ríos, J. (2014). Metafísica de la palabra. El problema del lenguaje en el pensamiento de Nicolás de Cusa. Buenos Aires: Biblos.

Heimsoeth, H. (1960). Los seis grandes temas de la metafísica occidental. Trad. Gaos, J. Madrid: Revista Occidente.

Hopkins, J. (1996). Prolegomena to Nicholas of Cusa’s Conception of the Relationship of Faith to Reason. Disponível em: http://jasper-hopkins.info/cusafaith_reason-engl.pdf.

Koyré, A. (2006). Do mundo fechado ao universo infinito. Garschagen, D. M. (trad.). Rio de Janeiro: Forense Universitária.

Kremer, K (2004). Praegustatio naturalis sapientiae. Gott suchen mit Nikolaus von kues. Münster: Aschendorff.

Kremer, K. (2000). “Das kognitive und affektive Apriori bei der Erfassung des Sittlichen”, Mitteilungen und Forschungsbeiträge der Cusanus-Gesellschaft 26, 101-144.

Luis González, A. (2005). “Introducción”. Em: Nicolás de Cusa. El No-otro. Pamplona: EUNSA, 5-13.

Martínez Gómez, L. (1965), “From the Names of God to the Name of God: Nicholas of Cusa”, International Philosophical Quarterly 5, 80-102.

Nogueira, M. S. (2011). “Entre o affectus e o intellectus: a experiência humana do divino no pensamento de Nicolau de Cusa”, Perspectiva Filosófica 1, 73-90.

Pereira, M. B. (1992). “Modernidade, fundamentalismo e pós-modernidade”, Revista Filosófica de Coimbra 2, 205-263.

Pico Estrada, P. (2016). La dimensión ética en la filosofía de Nicolás de Cusa. Su integración en la antropología cusana. Tese de doutorado defendida na Universidad de Buenos Aires, Facultad de Filosofía y Letras. Directora: Dra. Silvia Magnavacca.

Rusconi, C. (2012). El uso simbólico de las figuras matemáticas en la metafísica de Nicolás de Cusa. Buenos Aires: Biblos.

Schulz, W. (1961). El Dios de la metafísica moderna. México: Fondo de Cultura Económica.

Teixeira Neto, J. (2017). Nexus: da relacionalidade do princípio à “metafísica do inominável” em Nicolau de Cusa. Natal: EDUFRN.

Theruvathu, P. J. N. (2010). Ineffabilis in the Thought of Nicholas of Cusa. Münster: Aschendorff.

Vengeon, F. (2011). Nicolas de Cues: le monde humain. Métaphysique de l’infini et anthropologie. Grenoble: Éditions Jérôme Millon.

Vimercati, E. e Zaffino, V. (2020). Nicholas of Cusa and the Aristotelian Tradition. A Philosophical and Theological Survey. Berlin: De Gruyter.

Volkmann-Schluck, K. H. (1949). Die Philosophie des Nicolaus von Cues. Eine Vorform der neuzeitlichen Metaphysik. Archiv für Philosophie 3, 379-399.

Publicado
2022-07-01
Cómo citar
Alves de Souza, K. T., & Marinho Nogueira, M. S. (2022). O paradoxo do limite e da potencialidade da mente frente a Deus: pequena reflexão a partir de Nicolau de Cusa. Patristica Et Mediævalia, 43(1). https://doi.org/10.34096/petm.v43.n1.11672
Sección
Artículos